Trabalhaholic
se trabalhar não se canse, descanse de trabalhar! A regulamentar com muita vontade!


Novembro 14, 2007

Novas são as Oportunidades
(versão 2344a - série "trabalho")

Só para me manter actualizado. Façam o favor de clicar mais abaixo... devagarinho...


O melhor humor que se vai fazendo pela lusa pátria... desinstitucionalizado. Vale a pena fazer muitas cópias

desbebido puro élico o anjo | Regulamentários:


Fevereiro 27, 2007

À espera de trabalho, empenhadamente
(versão 2311b - série "trabalho")

Indiscritível vontade... com o à-vontade que se vê.

Recorrências do sofrer? Desempenho avaliado por quem se empenha em avaliar... qual proletário que se verga à obrigação de nada justificar.

Impunidades que a incompetência mora sempre ao lado, de lado. Em frente?

Mergulhando no sempiterno abismo:
- não me cobres com a tua INactividade?

Respondo-lhe com a antítese da ausência de desempenho e pico o cartão enquanto não me desloco...

... a qualidade da minha quantidade não cabe em nenhuma convenção colectiva de trabalho. Aos outros, aos excelentemente bons por que adequados à sua insuficiente suficiência.

Ciência para todos?

Alguns!


Mergulhemos também...



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Janeiro 15, 2007

À espera de trabalho
(versão 2159a - série "trabalho")

Enquanto busca com o olhar, pesquisa a vontade... com o à-vontade que se vê.

Recorrências que o nu desperta nos intervalos do sofrer... qual proletário curvado pelo doce horário que o obriga à produção fixada: NADA!

Vou forrar assim, com alegorias destas, o chão da fábrica.

Fitando-me desafiadoramente como que perguntando:

- não me cobres com a tua actividade?

Respondo-lhe com a antítese da ausência de desempenho e pico o cartão enquanto olho para o lado...

E aquele olhar que não muda a posição.

Talvez a posição seja míope...


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Dezembro 30, 2006

...quase 1 ano...
(versão 2217b - série "trabalho")



Qual a diferença entre tolerância de ponto e tolerância de ponte?

Até que ponto é possível ser tolerante sob a ponte que nos alimenta?


Para além destas metafísicas questões... 2007 perdões? Que 2006 já era! Era? Foi!

...de boicotes, mentiras que ficam sempre bem; ...de anónimas e requintadas missivas que só dignifica quem assim sabe estar perante outrem; ...de lavadeiras a mais os seus putativos filhos mal amados e preteridos quando dá jeito; ...de condutores conduzidos dum altar (palanque neo-burguês conquistado à conta de muitos enchidos) para as promíscuas caves do favorzinho por conta; ...da iliteracia reinante que a todos toca de súbito? ...globalização que nos levará a produção de enchidos, deslocalização do olhar que recai sempre na miséria. Só esta não é incompetente!

E impotente, eu, agarro-me à festividade das datas que se vestem de vermelho.


E o que me espera neste ano que de novo promete mudanças tetra-brickianas? Aconchego nas almofadadas ali de cima, fruto de enorme sucesso; ...assim de olhinhos bem cobertos, a moldar-lhe a vergonha. Nem todas são assim... Felizmente; mente feliz!

Fogosa desdita tragada a rodos: 2007 copos de todo o alcoólico líquido a fim de ludibriar a vontade de trabalhar. E uma broa para quem não fizer nada!

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Dezembro 19, 2006

Tolerância de ponto
(versão 2199a - série "trabalho")



Apesar de não estar provada a sua vestida existência, o Governo concedeu tolerância de ponto aos funcionários públicos no próximo dia 26. Gostaria tanto de ser despudoradamente público. Lá terei que contentar-me com a tradicional deslocação natalícia de muitas pessoas para fora dos seus locais de trabalho... é Natal todos os dias, basta que os operadores queiram!

Será que a minha mui e ilustre empresa (que não é minha, como por certo se lembrarão) deixará por encher [os enchidos] durante aquele período destinado à confraternização familiar?

Será que o meu Natal será na tal que o seu nunca será o meu?

Quer será do regulamentador? Continuará a alimentar a dor de existir? Esgrimindo políticas de recursos humanos que não existem e nunca existiram?

Será que os transportados serão sempre e aqueles que o queiram e de ida-e-volta?

Pão e circo? Não! Bacalhau com todos despido pelos folclóricos corredores do nosso descontentamento.

Votos de um Feliz Na Tal e nas outras e nos outros todos também com desejos emprestados a Elias Canetti:


"Cobarde, verdadeiramente cobarde, é aquele que tem medo das suas lembranças."


(nem me lembro se existe tão só porque não lhes invejo a incompetência. Recordo, isso sim! a frenética inactividade dos bens instalados na vida. Os que são levados pelo trenó do populismo puxados por nada)


NR: Ainda bem que a empresa está cotada na bolsa.

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Novembro 18, 2006

Como o tempo passa e nada se passa com o passar do tempo
(versão 2151b - série "trabalho")



...das vis fileiras do proletariado e de quem os protela ignobilmente vi hordas de enchidos congratularem-se com o iminente fim... Não existira este pois não se dera o início de nada...É do jazente nada que aflora a competência reconhecida porque reconhecível. Manutenção... de postos de trabalho! Gritam os cartazes dos iliteratos que contestam a sua própria existência. Sim! Porque é fácil assim existir. Vã glória da extrema ocupação em nada fazer. Vangloriada pompa e mais a sua circunstância. Aqui lembro-me d'O Saque de Joe Orton e do facto do euromihões nada querer comigo:

"Gostava de montar um bordel. Um bordel de 2 estrelas. E se o negócio crescesse, avançava para um bordel de 3 estrelas. Havia de lá ter uma preta. Não concordo com a barreira da cor. E uma tipa finlandesa. Punha-as a chonar juntas. Para realçar o contraste.

"E havia de ter 2 irlandesas. Uma católica decente. E uma protestante. E havia de fazer com que os protestantes escolhessem as católicas. E os católicos as protestantes. Para lhes ensinar como vive a outra metade. Havia de ter uma tipa loira com o cabelo pintado de escuro. E uma tipa morena com o cabelo pintado de louro. E uma anã. E uma tipa alta de mamas grandes."

E pronto, eis-me de volta ao trabalho. Tão sóbrio quanto o ébrio (ou será o contrário) Joe Orton:

"Sou da sarjeta e não te esqueças disso, porque eu também não."

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Agosto 3, 2006

Por favor, não façam nada!
(versão 2109b - série "trabalho")



...não se cansem demasiado neste estival período... continuem trabalhando árduamente, mente sempre desperta para a árdua tarefa de planear o cansaço, descansadamente à sombra dum vencimento sempre líquido de despreocupações... sem interrupções, frases feitas... abortos clandestinos, que sentido para a incompetente incompetência? Ei-los os de 2.ª subjugados à ditadura dos bens instalados, senhores do savoir faire - datado é certo! Experiência canónica bebida de empirismos como se fora água imprópria para consumo. Quilómetros mil por muitas e sempre as mesmas... e com que retorno? Nulidade imperial servida com pratinho de tremoços... boleia ao sabor dum qualquer comercial, anúncio? Arre abrenúncio, benquista multiópticas.

É vê-los, árduo trabalho a merecer umas desmerecidas férias. Ai que o outro já lá dizia: "a terra a quem a trabalha!"
Concordo, marximamente falando. Enterrem esse gajo já, pode ser que da estrumice nasça um novel período de descanso...

Boas férias!

Não trabalhem por 2... Façam o minímo indispensável. Chega para se ser bem visto! Coisas da moda, na moda... A anti-moda é também ela uma moda. Sabiam?

E para terminar um pensamento: será que os mamões têm mamas?

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Julho 10, 2006

E agora? (que acabou o Mundial)
(versão 2097a - série "trabalho")

O que fazer no local de trabalho? Depois do tanto tempo que passou e do que se passou entretanto? Tempo.

Será que estas pobres e desamparadas jogadoras não mais empresas poderão visitar?



Restar-lhes-á, porventura, a ventura de assim estando ao sol... apanharem com alguma borrasca (esperemos que passageira). De peito bem omnipresente se fará o campeão, verdadeiro e perfilado marketing...

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Junho 1, 2006

Como o tempo passa...
(versão 2070a - série "trabalho")



É verdade...
E mais não digo. Sempre vale mais omitir do que emitir o que quer que seja.

Um mês depois, uma criança.

Preservai a desdita por imemoriais tempos. Até que a voz nos doa... mas valerá a pena?


Não! Não vale mesmo nada... como aliás quase tudo e o resto também. Preservai a incompetente indolência... Talvez duremos mais alguns anos... ou meses... ou nada.

Às crianças tudo se perdoa.

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Maio 1, 2006

Por favor, não façam nada!
(versão 2021a - série "trabalho")



Trabalhadores de todo o mundo? Uni-vos. Não façam planos para um futuro que só existe presentemente no passado.

Tomai univocamente as necessidades que levantai e sobre elas não sirvam os desígnios de quem vos contrata.

Preservai a desdita!

Acreditai que assim, de cabeça bem erguida sob a terra, atingireis o céu. Talvez um dia feriado. Quiçá uma qualquer promoção. Uma qualquer contratação.

Eu mesmo perigranarei de bandeira em riste até aos confins da incompetência... se calhar só...

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